L Gonçalves - Artista Plástico
 
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O Artista

Nos quadros do Artista Plástico brasileiro Lourenço Gonçalves, autodidata, natural de jataí G O Brasil, a inovação flui em grande intensidade. Não pela instrumentação utilizada para a pintura em seus quadros, mas pelas formas inéditas concedidas as suas imagens. O volume se torna imponente depois de se acentuar com sombras e linhas marcantes, as curvas são uma constante em seus desenhos, a procura de linhas perfeitas delineando a figura humana. São figuras de sertanejos, trabalhadores, mulheres e crianças vestidas de forma humilde. A cor da pele sempre vem em tons de amarelo dourado justificando a origem dos primeiros quadros pintado com cores quentes e escaldantes simbolizando o sol inclemente do sertão nordestino origem de sua família no interior da Bahia,que no início procurava retratar o retirante da seca, sua própria família que saiu quase toda em direção ao centro oeste do país a procura de melhores oportunidades.

Os homens tem características rústicas, sempre de camisa comprida com mangas arregaçadas, chapéu na cabeça, corpulento, com pés descalços simbolizando o contato do homem com a terra,característica esta que manteve em sua pintura , antigamente o trabalhador rural era conhecido pelos pés descalços, pobre e humilde.Daí o fato de ser retratado de forma tão enorme e forte,pois é assim que vê a figura do homem do campo, lembra de seu pai que passou a maior parte de sua vida trabalhando a terra.A mulher também tem seus detalhes que sempre lhe acompanham, figura de formas esguias, com lenço na cabeça característica marcante, nos seios sempre sensuais, pernas roliças e bem delineadas , pés descalços também pronunciam sua origem e com as mãos sempre delicadas com dedos finos tornam seus gestos graciosos. Aliás, as mãos merecem dizer que tem um significado especial, no homem servem pra demonstrar virilidade força e poder por isso são grandes, nas mulheres a delicadeza, se olhar atentamente perceberá que a forma como são desenhadas nas maiorias das vezes, lembram uma flor, a tulipa.

Nos quadros quase todos os gestos, pegadas, sustentadas, apanhadas, seguradas, apoiadas são feitas com este simples desenho de tulipa. Em alguns quadros, as imagens mais abstracionadas as vezes leva algum tempo para identificar de que se trata, o desenho começa pelo pé, normal e bem pintado, seguindo e subindo , vai se vendo as pernas braços e finalmente a cabeça.O interessante é que se usa uma perspectiva grande angular deformada, frontal, de baixo para cima, triangulando, sem se importar com anatomia, no caso não faz a menor falta,pois a tempos já a deixou para trás.As figuras não tem rosto nem feições, também não faz falta alguma pois o que se retrata é um indivíduo, o que importa é a expressividade das formas, são pessoas nas muitas das vezes invisíveis no cotidiano.Quanto mais desenha e pratica suas figuras vão ganhando novas dimensões, maiores e menores e os membros vão se tornando, mais atrevidos no seu jeito, sempre quietas,IMPOSSÍVEIS,difíceis, e ao mesmo tempo simples no desenho, figuras ovóides, triangulares, quadradas, esticadas, torcidas e de todas as formas, gelatinosas,enormes e disformes, mas feitas de uma forma que não causem repúdio e desinteresse, ao contrário procuram atenção de quem as vê, são metidas, indiferentes, procuram se contorcer ao máximo, querem ser únicas,não podem ser iguais, querem ser desiguais.

Nos quadros sempre pintados a óleo se vê que o artista procura se esmerar no degrade dourado da pele que lhe dá um volume único e uma sensação agradável aos olhos, que seguindo os membros até as mãos se nota que o volume termina com os dedos cônicos e afina lados.As telas mal cabem as figuras, não tem lugar sobrando,corte verticais paralelos são marcas registradas, a luz vem sempre da esquerda para a direita, iluminando, sombreando, dando forma, avolumando aqui e ali, descendo até o canto direito, passando sutilmente pela forma e fazendo o contraste, dando toda a tridimensionalidade necessária, tornando ainda maior e forte seus homens, mulheres e crianças, É interessante notar uma fina linha do horizonte, escura lá atrás na tela, todos os quadros as tem. A necessidade da perspectiva a mantém, no trato da distância, o perto é claro, nítido, o longe é escuro , profundo. As cores são sempre tons terrosos, pastéis, com cuidado para não carregar a figura que por si só já é forte. Por fim as formas esféricas que compõem os corpos de suas figuras, são elementos que promovem a multiplicação da imagem em suas telas, inovação, esteja expressa em formas geométricas ou não, necessita apenas de criatividade.

 

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